Muito se houve das pessoas expressões semelhantes a este título, um temor sobre a morte, o desconhecido e o que pode vir com e após a morte.
Não há porque negar que pensei assim muitas vezes e por muitos anos, mas só comecei a construir uma outra relação com a evidência que é a morte a partir de uma conversa com uma amiga da minha irmã. Estávamos nós três no quarto conversando quando ela tocou no assunto, se referindo a pensamentos que teve em um exercício de se preparar para o momento em que os pais morreriam ou algum dos irmãos.
A princípio fiquei assustado e preocupado com ela, imaginando que ela estava meio doida e fiquei com um sentimento assim: “Poxa! Como é que ela fica pensando assim na morte dos pais, será que ela não gosta deles e fica esperando a morte deles?”. Mas com o prosseguir da conversa percebi que não era, nenhum destes, os interesses e preocupações dela, mais do que com a morte ela estava se preparando para a vida, tentando entendê-la e assim elaborar todo um sentido para sua própria vida.
De lá para cá muito tempo passou e aos poucos estou exercitando reflexões para entender a vida e a minha existência.
Esses dias eu cheguei a uma síntese, uma frase que de certa forma comunica o que hoje eu penso a respeito do medo da morte. Não nego que hoje vi e escutei algo semelhante mas só para retratar à pessoa que me mostrou tal mídia eu já estava com a seguinte frase na cabeça. Não que queira me mostrar como O Cara que já havia pensado isso, ainda mais porque não tem nada de especial que deve ser mantido como minha referência, não há Leitor esta preocupação minha.
Se não é nada de especial por quê escrever? Ah, no mínimo para eu ler algum dia e fazer uma “Auto-Subervsão” da síntese que um dia pensei. (Valeu Albert O. Hirschman por este livro e prática).
Antes que eu me esqueça: “Não vejo motivos para temer a morte, ao menos não antes de temer que durante a vida, esta oportunidade única de estar no mundo, eu tenha agido predominantemente em favor individual, para minha satisfação material, social, psicológica, em detrimento ao exercício coletivo, solidário, irmão não de um grupo ou elite mas sim irmão de quem mora e anda na rua, cuida da plantação, quem olha para o outro enxerga, sensibiliza e age para que ele tenha possibilidades de ser feliz e viver feliz (sendo que para esta felicidade às vezes ele precise de conselhos, direcionamentos, esclarecimentos, às vezes precisa de alimento, água, abrigo, amigo). Tenho medo é de que durante a vida eu não faça valer a pena o milagre da minha existência.”
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