quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
É isso que quero viver!
A mensagem que me vem é: No mundo que eu crio
A conversa continua:
As palavras jogadas dizem ser este o meu problema
Embora eu imagine ser esta a minha solução
Pensamentos à parte, a vida prossegue
Ainda permanece um convívio social
Menos social que no mundo que criei, imaginando
Essa farda quero vestir, viver para criar o mundo que imaginei
Por que a demora? O que me prende a ponto de não agir?
Se na mente sei que o homem é feliz ao fazer o que deve ser feito!
Medo de quê? Dos julgamentos, críticas ou do incerto?
A coragem é que me falta, mas será ela a me mover
Transpor desafios, barreiras romper
Ver o sorriso estampado no rosto suado pelo trabalho cumprido
As marcas dos passos no caminho traçado a vida surgindo
Famílias inteiras na luta intensa o resultado vivido
Filhos criados netos crescendo no ambiente tranquilo
É isso que quero viver!!!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Palavras de um dia 21
Na vida ocorrem situações em que por algum momento e às vezes mesmo sem saber o por quê, sentimos que podemos contribuir com as pessoas através de algumas palavras que parecem importante serem ditas.
Acredito que tais situações sejam comumente vividas por diversas pessoas em tão diferentes ocasiões. A princípio identifico dois grandes pontos distintos que se seguem a estas situações.
Aquelas palavras que foram ditas no momento exato em que foram desejadas; e aquelas palavras que se calaram por um motivo qualquer e até mesmo sem motivos.
Um dia desses vivi tal situação, para ser mais preciso, foi em setembro, dia 21, dia Mundial pela Paz.
Distraía-me pela cidade do Horizonte Belo, já anoitecia e andava a procura da Liberdade, na ocasião a Praça. Por determinado momento chateie-me por não poder visitar os espaços que estão em transformação para centro cultural, todas aquelas memórias contando estórias de Minas e BH.
Mas ao descansar, o corpo em um daqueles bancos, e a mente em toda aquela Paz das árvores, das risadas das crianças e até do trânsito que estranhamente estava mais quieto, talvez pela chuva que descia suave naquele momento, percebi que algo diferente acontecia.
Havia um grupo de jovens reunidos no coreto e planejavam algo, por um tempo fiquei a observar sem saber o que seria. Além do movimento do grupo, alguém em especial foi o foco do meu olhar, pode parecer algo bobo de qualquer rapaz mais disperso, mas já que aconteceu por que não contar?
Mas no primeiro momento foi outra jovem quem se aproximou e não precisam entender que por interesses específicos, ela simplesmente falava ao celular. Ao interromper a conversa, perguntei-lhe se sabia o que acontecia, ela não estava integrada ao grupo dos jovens mas sabia mais do que eu, era um movimento, uma celebração pelo dia Mundial da Paz.
Papo vai papo vem e o grupo se organizou e saíram do coreto em pares pela praça a convidar à participação na mesma celebração.
Explicaram a proposta e que estavam organizados mundialmente e que em alguns minutos, jovens de vários países estariam conectados por esta mesma celebração, a “Paz”!
Dispus-me a participar, embora preguiçosamente e pouco comprometido, mas queria participar. Pouco mais tarde, o grupo já estava bem mais animado e encorpado, aproximou-se um rapaz, bem animado, convocando a todos e dizendo apressado que era a hora. Este foi um dos organizadores.
Neste momento o grupo se deslocava para uma parte mais distante do coreto, com algumas velas empunhadas, em direção a uma equipe de reportagens.
Lembram-se de alguém que era o foco do meu olhar? Pois bem, para muitos pode não ser nada emocionante mas para mim bem marcante, não se preocupem, só aconteceu que ela me ofereceu uma vela para participar como os outros, embora este instante tenha se passado em 2 segundos, para mim representaram uns 3 ou 4, porém inesquecíveis. Mas já que estávamos ali pela paz, voltemos.
Algumas palavras foram ditas, embora o silêncio tenha sido a homenagem mais forte juntamente com as luzes acesas pelas velas, não sei da percepção das outras pessoas mas as palavras forem direcionadas ao canal televisivo, nem todos os presentes ouviram com clareza, pareceu-me que o foco havia se tornado a entrevista, não que este meio de comunicação não seja importante, mas sei lá, como eu estava por fora, não sabia da programação fiquei com o silêncio, o olhar, os pensamentos e as preces, todos interiormente.
Mas não havia terminado ali, que bom foi o que pensei, o grupo retornava ao coreto, enfim as palavras seriam ditas, foi o que pensei novamente.
Várias palavras soaram, mas não As Palavras, talvez eu estivesse tão por fora que não compreendesse o sentido, mas em seguida vieram palmas para a idealização, a organização, o movimento. Eu não queria as palmas, Somente as Palavras e como não vieram naquele momento e também não me deixaram até hoje, 09 de novembro, decidi por dizê-las mesmo que por escrito, pois à Praça não voltei.
Durante todo aquele momento do silêncio pensei em muitas coisas e inclusive no que representa a Paz, no seu dia Mundial, será que eu a promovi realmente ao participar do movimento descrito? Ou o que mais A concretiza são os atos cotidianos de respeito e não violência com os quais podemos viver em sociedade?
Será que em minha casa eu tenho promovido a Paz? Procuro dialogar, compreender, respeitar, ou já chego e saio gritando e ignorando os demais moradores?
E no trabalho, na escola, na rua, como propago a Paz? Avançando sinais e faixas de pedestres, dirigindo em alta velocidade e imprudentemente pelo fato de “eu” ter pressa? Ao ignorar o que vemos todo dia em relação aos mendigos será que isto é Paz? Considerá-los parte integrante da paisagem sem sermos afetados por alguma angústia e inquietação sobre a condição em que sobrevivem e não fazer nada?
Mas o mundo é competitivo posso pensar, ou melhor reproduzir o que nos é dito a todo instante, mas ao Pensar, será que preciso ser tão agressivo com os que trabalham comigo, sempre impondo, mandando, desejando ver “fulano” se dar mal para que “eu” possa crescer na empresa?
Na escola é diferente, certo? Ninguém promove a violência contra um colega, nem ao rotulá-lo com apelido taxativo, ou a fazer “brincadeiras” em que se critica abusivamente a humanidade do outro, ao intimidar com agressões morais, sejam verbais ou físicas. Isto vale para a relação entre professores e alunos também.
Há tanta Paz a se promover, guerras a impedir, mas será que mudando a nossa conduta, no dia a dia é um primeiro passo a ser dado? Pois se refletirmos todo dia a este respeito, quantas mudanças provocaremos em tantos ambientes que freqüentamos e a tantas pessoas que nos relacionamos.
Naquele dia 21 é sobre estas palavras que queria gerar uma discussão e muitas reflexões aos jovens presentes. Apesar de já não ser mais o dia 21, ainda acredito válido dizer tais palavras, ainda mais se forem capazes de impulsionar reflexões no interior de cada um, ainda mais se tais reflexões interiores se concretizarem em atitudes concretas de mudanças cotidianas pelo respeito, amor e paz, e ainda se tal depoimento for capaz de libertar mais e mais palavras que por nós deveriam ser ditas algum dia.
Não é preciso estar na Praça da Liberdade é preciso somente senti-la! Ah sim! Agora tenho Paz para começar a mudar, todo dia, para enxergar as injustiças, agir com amor.
Querem saber se hoje eu disse todas as palavras que naquele dia pretendia? Não disse, mas as outras são para uma jovem... Sim, a da vela!
