domingo, 30 de maio de 2010

deZencontros


Esta palavra, em sua forma correta de ser escrita e em seu significado mais aparente, se fez presença recorrente na minha vida a partir deste ano, não que em anos anteriores não tenham ocorridos desencontros, mas ao retratá-los, tal termo não se destacava.

Curioso, ao ocorrerem os desencontros as primeiras reações eram os tradicionais olhares para o nada, o tombamento do pescoço “diagonal para baixo” e a expressão de “interrogações” na face. Mas o que vem depois?

...

Decepções

Reconciliações

Encontros ao acaso

Desencontros recorrentes

Os encontros desencontrados

Mais tempo para a família : - )

Risadas e estórias com os amigos

Auto-encontro após algumas reflexões

Uma “cuca fundida” – valeu Woddy Allen

...

Por último, embora eu não esteja procurando o limite que restringe, faça desta sua experiência (e aqui não estou desejando que aconteça com você) um momento de aprendizagem e que possa lembrar-se dos desencontros como hoje eu lembro, um esboço de sorriso nos lábios, certo saudosismo e imagens imaginadas do que poderia ser, não foi e o que foi em seu lugar.

É, também acho que o “fantástico mundo de Bob” é pouco pro que passa aqui...

terça-feira, 11 de maio de 2010

É Doutor, pirei...

É doutor, te digo sim porque estou aqui

Se é que quer saber a minha história

Eu pirei em todos sentimentos e sentidos

A velha nova estória da família e da vida


Não me preocupo com o que irá pensar

Foi o que vivi, faz parte de mim

Não preciso negar nem esconder

Ocorreu como conseqüências


Veio carregado de pressões

Vários os lados direções

De onde esperava o aconchego

Vieram as dores doentes


Não vejo como fraqueza

Nem preciso de que passem por isso

Para provar que também cairão

Isso não é vergonha é vida


Cheguei a um ponto de saturação

Mas isto tem seu lado bom

Me conheci e aprendi com os demais

Há pessoas importantes na vida


É doutor não me olhe como insano

Estes podem ser os considerados sãos

Não são os loucos a saber:

O impossível não existe?


Trato aqui de amizade

Sim também de família

Sim também de confiança

Trato aqui de amizade


Sabe quando diz:

Na lanterna dos afogados

A minha pilha havia esgotado

Mas acenderam a luz para mim


Se cria nesse momento

Um vínculo único

Pra vida inteira


Hoje saí daquela que tomou o meu tempo

Os resquícios permanecem mais como aprendizado

O vento sopra o barco eu toco

Vou atrás do que vale viver


Porque pelo o que não vale viver

Já decidi

Vou deixar pra depois

Depois que eu sair daqui!

Medo da Morte

Muito se houve das pessoas expressões semelhantes a este título, um temor sobre a morte, o desconhecido e o que pode vir com e após a morte.

Não há porque negar que pensei assim muitas vezes e por muitos anos, mas só comecei a construir uma outra relação com a evidência que é a morte a partir de uma conversa com uma amiga da minha irmã. Estávamos nós três no quarto conversando quando ela tocou no assunto, se referindo a pensamentos que teve em um exercício de se preparar para o momento em que os pais morreriam ou algum dos irmãos.

A princípio fiquei assustado e preocupado com ela, imaginando que ela estava meio doida e fiquei com um sentimento assim: “Poxa! Como é que ela fica pensando assim na morte dos pais, será que ela não gosta deles e fica esperando a morte deles?”. Mas com o prosseguir da conversa percebi que não era, nenhum destes, os interesses e preocupações dela, mais do que com a morte ela estava se preparando para a vida, tentando entendê-la e assim elaborar todo um sentido para sua própria vida.

De lá para cá muito tempo passou e aos poucos estou exercitando reflexões para entender a vida e a minha existência.

Esses dias eu cheguei a uma síntese, uma frase que de certa forma comunica o que hoje eu penso a respeito do medo da morte. Não nego que hoje vi e escutei algo semelhante mas só para retratar à pessoa que me mostrou tal mídia eu já estava com a seguinte frase na cabeça. Não que queira me mostrar como O Cara que já havia pensado isso, ainda mais porque não tem nada de especial que deve ser mantido como minha referência, não há Leitor esta preocupação minha.

Se não é nada de especial por quê escrever? Ah, no mínimo para eu ler algum dia e fazer uma “Auto-Subervsão” da síntese que um dia pensei. (Valeu Albert O. Hirschman por este livro e prática).

Antes que eu me esqueça: “Não vejo motivos para temer a morte, ao menos não antes de temer que durante a vida, esta oportunidade única de estar no mundo, eu tenha agido predominantemente em favor individual, para minha satisfação material, social, psicológica, em detrimento ao exercício coletivo, solidário, irmão não de um grupo ou elite mas sim irmão de quem mora e anda na rua, cuida da plantação, quem olha para o outro enxerga, sensibiliza e age para que ele tenha possibilidades de ser feliz e viver feliz (sendo que para esta felicidade às vezes ele precise de conselhos, direcionamentos, esclarecimentos, às vezes precisa de alimento, água, abrigo, amigo). Tenho medo é de que durante a vida eu não faça valer a pena o milagre da minha existência.”

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Lar doce Lar! Será?

Nada como chegar em casa depois de um dia im(t)enso de trabalho, encostar os materiais na mesa, tomar um copo com água e esticar os braços pra cima e para os lados. Em seguida dar aquela olhadinha pro sofá em frente a TV e pensar:

- Agora eu descanso uns 30 minutinhos.

Antes de deitar no sofá vem aquela fincadinha, ali de lado:

- Opa! Deixa eu resolver este último servicinho ali no banheiro - ou como diria minha avó, na "instalação".

Poupando alguns detalhes, encerra-se esta tarefa com o silencioso, mas sempre presente:

- Ahhhhhhmmmm - de alívio.

Poderia ser o fim de um dia perfeito. Poderiiiiia. O 'Ahhhhhmmm" de alívio dá lugar ao temeroso grito de:

- Que MERDA! -

-- O que foi?

- MERDA mermão!

-- Nóóóóóó, deu MERDA mesmo, literalmente.

E lá se vão 90 minutos de pura, ou melhor, de suja batalha para furar o "gol" no time azul claro de porcelana.

E dá-lhe pressão de um lado, o "treinador" joga baldes de água fria no adversário, mas a defesa está intransponível, há momentos que parece que não vai caber todo mundo no estádio, mas tem que manter o controle, não pode deixar exceder a capacidade, senão suja tudo de vez.

Na hora do aperto todo mundo tem um palpite para o treinador, e o técnico já cansado experimenta, muda, faz alterações na tática e na estratégia.

Nos 30 minutos:

--- Saem: "Balde de Água Fria" e "Desentupidor".

--- Entram: "Cabo de Rodo" e "Mão" - esta vestida com tradicional uniforme de látex amarelo.

E o time avança, tenta em profundidade ma só tira uma lasquinha na trave, resolve então atacar duramente o adversário, é jogada de corpo, carrinho de um lado, pancada do outro e o jogo fica sujo demais e não resolve nada.

Substituição nos 60 minutos cravados:

--- Sái "Cabo de Rodo" entra "Cabide Velho Entortado", o "Mão" continua.

Esta nova dupla parece que vai dar certo, conseguem infiltrar na defesa mas o gol não sái.

O técnico pensa:

- Eles estão jogando sujo, eu vou trapacear também.

E lança mão do velho truque da "Água Batizada" para os adversários e dá-lhe vasilha d'água com soda cáustica, o jogo fica morno, meio parado, há mais tentativas de pressão com água e nada.

A torcida desanima o técnico:

-- Deixa pra lá, já era, são 85' do segundo tempo, amanhã a gente contrata um profissional.

Como se pedisse tempo técnico o treinador recolhe os jogadores mais cansados, os deixa no lixo do lado de fora da casa e volta desolado.

Mas ainda tem os cinco minutos finais e mais os acréscimos. O técnico chama o mais experiente para voltar ao campo molhado, "Desentupidor", e com todo o apoio, força e crença o coloca em campo...

- GOOOOOOOOOLLLLLLL!!! Nós vencemos!

A torcida vibra! Enquanto eu - limpo o banheiro.