sexta-feira, 23 de abril de 2010

Viagem 1,2,3,2,1

Hoje realmente faço uma viagem e posso dizer que uma viagem tripla. No trajeto Viçosa-BH simultâneo à trajetória sobre "O debate em torno do Capital Social: uma revisão crítica" de Jawdat Abu-El-Haj. Antes de prosseguir, uma pequena parada em "Avatar".
Muitos assitimos este filme que emocionalmente apresenta como emoções e esperança podem mudar a trajetória de uma tendência que parece irreversível pelas relações de poder ali presentes.
Determinado grupo dotado de poder de coerção e que em um auto-julgamento se consideram superiores a um outro grupo, o qual desconhecem e pretendem explorar para atender a seus próprios interesses.
A fim de conhecer melhor o grupo que pretendem explorar e seus recursos valiosos, utilizam a estratégia de infiltração. Escolhem algumas pessoas para estudarem o grupo "inferior" para se inserirem no meio deles com o intuito de facilitar a manobra de exploração de um modo que os próprios seres não percebam que o que ocorre é uma exploração e convivam com isto de forma aceitável/alienada.
Acontece que os infiltradores após conhecerem os "inferiores" percebem características no convívio social, da relação com a natureza, da sustentabilidade de suas ações, o verdadeiro sentido da vida e em contraponto à vida que levam no grupo "superior" percebem quais os valores realmente importantes.
Os invasores conscientes das suas percepções até tentam alertar o grupo de "superiores" para mudarem a idéia que têm de exploração, mas tal meio está obsecado por riquezas materiais às quais a exploração irá proporcionar.
Esta história encontra-se num limite, momento de decisão e ação de ataque coercitivo ao grupo de inferiores. Os invasores, que conhecem e experimentaram os dois lados, optam, alimentados por suas percepções e emoções conscientes de qual o modo de vida é melhor, por defender os "inferiores" sábios agentes sociais/comunitários.
O final do filme,. que sob esta ótica, traz o sentimento de esperança, de que um dia, com muita luta e consciência, o sábio modo de viver em comunidades solidárias, associativas, participativas, engajadas, justas e igualitárias, irá vencer!
Saindo desta que foi a 3ª viagem, voltando à 2ª antes que acabe a 1ª, relaciono este filme com a citada leitura, que apresenta discusões provenientes de estudos e pesquisas, que traz resultados interessantes: em que a "sociedade forte, economia forte, sociedade forte, estado forte" é alcançada através das redes horizontais de engajamento cívico, frutos de uma cultura associativa, solidária, em parceria com um estado promotor de ações coletivas cívicas, espaços públicos para a participação política.
Visualizo alguns caminhos para a vitória! As sociedades engajadas, mesmo que pequenas, devem se manter organizadas, encorajar as demais comunidades a fazer o mesmo e conscientemente lutar pela participação política, principalmente no poder local, e utilizar da suas forças e inteligência para inserirem seus membros, junto com seus ideais mais coletivos nas demais esferas do Estado (UF's e União). Do mesmo modo, aqueles "invasores" que ja estão no Estado, a partir das diversas realidades, podem se encorajar a agir em função daquelas que percebem ser as comunidades mais justas e solidárias, e promover condições para que os espaços públicos existentes se tornem mais participativos e empoderados, promover condições para o engajamento cívico onde este ainda não está organizado e trabalhar para a eliminação das políticas e ações de Estado que minam o engajamento das comunidades.
Peço que deconsiderem erros quanto ao filme pois não sou um crítico de cinema. Peço que desconsiderem as inconsitências e uso equivocado das expressões da socioplogia política pois sou ainda um estudante em busca do aprimoramento. Mas Peço, mais ainda que os dois últimos pedidos que considerem sim toda emoção que possam ter sentido, referente ao modo de consciência social mais justo, solidário, e bonito, que possam ter sentido ao ler este texto e ao lembrar dos momentos, na sua vida em que isto foi sentido fortemente e vivido, e que por algum motivo tenha sido minimizado. Busque reviver o que de melhor a vida permite: o respeito, o amor, a convivência entre pessoas solidárias, justas cuja ambições não sobrepoêm interesses pessoais aos coletivos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres Mulheres

Mulheres são belas são amáveis todas elas

Mulheres são fortes são frágeis do rock

Mulheres são lindas são bonecas e são lutas

Têm poderes dão a vida e educa


Mulheres são sinceras mentirosas com elas mesmas

Mulheres te entendem se indaga e esperam

Mulheres inspiram acariciam e dão suspiro

Mulheres enganam são boas são Mulheres

Mulheres Mulheres


Mulheres são virgens sensuais e amam

Mulheres são garotas meninas e lar

Mulheres sofrem aprendem sofrem de novo

Mulheres ensinam põem na linha e perdoam

Mulheres são Elas trabalham e partilham

Mulheres são manha inteiras se deliciam

Mulheres são Elas do lado no travesseiro

Mulheres são perfume são Mulheres

Mulheres Mulheres


quinta-feira, 4 de março de 2010

Até quando você vai levar porrada e não fazer nada?!

Hoje mais uma prova de que nossa administração pública não tem preocupações com o público já que, após REeleit@, já tem o nosso dinheiro nas mãos.
Inocentemente acreditei que hoje haveria uma audiência pública sobre a saúde pública municipal, tal como foi marcada e anunciada. Como a situação está para lá de complicada e o interesse, parece, sendo mais inocente ainda, não é de resolvê-la, a atual administração do executivo municipal decidiu por exonerar o secretário municipal de saúde, por que logo hoje? Será que descobriram HOJE que a atuação desta secretaria não está adequada? Ah ainda não contei, assim ocorrido, não foi POSSÍVEL realizar a tal audiência em busca de respostas e soluções, civilizadamente.
Itaúna... até quando você vai levar porrada e ficar sem fazer nada? Me incluo nesta inércia já que me considero cidadão. Espero que com esta publicação seja o início para eu sair da inércia e se possível inspirar mais alguém, que bom!
Devo procurar algum grupo organizado que exista por aqui e esteja farto desta SUJEIRA, e assim me refiro também à próxima audiência pública que está marcada, por enquanto, para o dia 11/03/2010 na Câmara Municipal de Itaúna às 19 horas, assunto: Limpeza Urbana e sua SUJEIRA.
Alguém que queira contribuir com sugestões e caminhos para prosseguirMOS, já falo assim refereindo ao tal grupo que deve existir, se não ontem a partir de hoje, pode partilhar por aqui e combinar encontros presenciais.

04/03/2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

É isso que quero viver!

Quando penso e me perguntam em que mundo eu vivo
A mensagem que me vem é: No mundo que eu crio

A conversa continua:
As palavras jogadas dizem ser este o meu problema
Embora eu imagine ser esta a minha solução
Pensamentos à parte, a vida prossegue
Ainda permanece um convívio social

Menos social que no mundo que criei, imaginando
Essa farda quero vestir, viver para criar o mundo que imaginei
Por que a demora? O que me prende a ponto de não agir?
Se na mente sei que o homem é feliz ao fazer o que deve ser feito!
Medo de quê? Dos julgamentos, críticas ou do incerto?
A coragem é que me falta, mas será ela a me mover
Transpor desafios, barreiras romper

Ver o sorriso estampado no rosto suado pelo trabalho cumprido
As marcas dos passos no caminho traçado a vida surgindo
Famílias inteiras na luta intensa o resultado vivido
Filhos criados netos crescendo no ambiente tranquilo

É isso que quero viver!!!
20-07-09

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Palavras de um dia 21


Na vida ocorrem situações em que por algum momento e às vezes mesmo sem saber o por quê, sentimos que podemos contribuir com as pessoas através de algumas palavras que parecem importante serem ditas.

Acredito que tais situações sejam comumente vividas por diversas pessoas em tão diferentes ocasiões. A princípio identifico dois grandes pontos distintos que se seguem a estas situações.

Aquelas palavras que foram ditas no momento exato em que foram desejadas; e aquelas palavras que se calaram por um motivo qualquer e até mesmo sem motivos.

Um dia desses vivi tal situação, para ser mais preciso, foi em setembro, dia 21, dia Mundial pela Paz.

Distraía-me pela cidade do Horizonte Belo, já anoitecia e andava a procura da Liberdade, na ocasião a Praça. Por determinado momento chateie-me por não poder visitar os espaços que estão em transformação para centro cultural, todas aquelas memórias contando estórias de Minas e BH.

Mas ao descansar, o corpo em um daqueles bancos, e a mente em toda aquela Paz das árvores, das risadas das crianças e até do trânsito que estranhamente estava mais quieto, talvez pela chuva que descia suave naquele momento, percebi que algo diferente acontecia.

Havia um grupo de jovens reunidos no coreto e planejavam algo, por um tempo fiquei a observar sem saber o que seria. Além do movimento do grupo, alguém em especial foi o foco do meu olhar, pode parecer algo bobo de qualquer rapaz mais disperso, mas já que aconteceu por que não contar?

Mas no primeiro momento foi outra jovem quem se aproximou e não precisam entender que por interesses específicos, ela simplesmente falava ao celular. Ao interromper a conversa, perguntei-lhe se sabia o que acontecia, ela não estava integrada ao grupo dos jovens mas sabia mais do que eu, era um movimento, uma celebração pelo dia Mundial da Paz.

Papo vai papo vem e o grupo se organizou e saíram do coreto em pares pela praça a convidar à participação na mesma celebração.

Explicaram a proposta e que estavam organizados mundialmente e que em alguns minutos, jovens de vários países estariam conectados por esta mesma celebração, a “Paz”!

Dispus-me a participar, embora preguiçosamente e pouco comprometido, mas queria participar. Pouco mais tarde, o grupo já estava bem mais animado e encorpado, aproximou-se um rapaz, bem animado, convocando a todos e dizendo apressado que era a hora. Este foi um dos organizadores.

Neste momento o grupo se deslocava para uma parte mais distante do coreto, com algumas velas empunhadas, em direção a uma equipe de reportagens.

Lembram-se de alguém que era o foco do meu olhar? Pois bem, para muitos pode não ser nada emocionante mas para mim bem marcante, não se preocupem, só aconteceu que ela me ofereceu uma vela para participar como os outros, embora este instante tenha se passado em 2 segundos, para mim representaram uns 3 ou 4, porém inesquecíveis. Mas já que estávamos ali pela paz, voltemos.

Algumas palavras foram ditas, embora o silêncio tenha sido a homenagem mais forte juntamente com as luzes acesas pelas velas, não sei da percepção das outras pessoas mas as palavras forem direcionadas ao canal televisivo, nem todos os presentes ouviram com clareza, pareceu-me que o foco havia se tornado a entrevista, não que este meio de comunicação não seja importante, mas sei lá, como eu estava por fora, não sabia da programação fiquei com o silêncio, o olhar, os pensamentos e as preces, todos interiormente.

Mas não havia terminado ali, que bom foi o que pensei, o grupo retornava ao coreto, enfim as palavras seriam ditas, foi o que pensei novamente.

Várias palavras soaram, mas não As Palavras, talvez eu estivesse tão por fora que não compreendesse o sentido, mas em seguida vieram palmas para a idealização, a organização, o movimento. Eu não queria as palmas, Somente as Palavras e como não vieram naquele momento e também não me deixaram até hoje, 09 de novembro, decidi por dizê-las mesmo que por escrito, pois à Praça não voltei.

Durante todo aquele momento do silêncio pensei em muitas coisas e inclusive no que representa a Paz, no seu dia Mundial, será que eu a promovi realmente ao participar do movimento descrito? Ou o que mais A concretiza são os atos cotidianos de respeito e não violência com os quais podemos viver em sociedade?

Será que em minha casa eu tenho promovido a Paz? Procuro dialogar, compreender, respeitar, ou já chego e saio gritando e ignorando os demais moradores?

E no trabalho, na escola, na rua, como propago a Paz? Avançando sinais e faixas de pedestres, dirigindo em alta velocidade e imprudentemente pelo fato de “eu” ter pressa? Ao ignorar o que vemos todo dia em relação aos mendigos será que isto é Paz? Considerá-los parte integrante da paisagem sem sermos afetados por alguma angústia e inquietação sobre a condição em que sobrevivem e não fazer nada?

Mas o mundo é competitivo posso pensar, ou melhor reproduzir o que nos é dito a todo instante, mas ao Pensar, será que preciso ser tão agressivo com os que trabalham comigo, sempre impondo, mandando, desejando ver “fulano” se dar mal para que “eu” possa crescer na empresa?

Na escola é diferente, certo? Ninguém promove a violência contra um colega, nem ao rotulá-lo com apelido taxativo, ou a fazer “brincadeiras” em que se critica abusivamente a humanidade do outro, ao intimidar com agressões morais, sejam verbais ou físicas. Isto vale para a relação entre professores e alunos também.

Há tanta Paz a se promover, guerras a impedir, mas será que mudando a nossa conduta, no dia a dia é um primeiro passo a ser dado? Pois se refletirmos todo dia a este respeito, quantas mudanças provocaremos em tantos ambientes que freqüentamos e a tantas pessoas que nos relacionamos.

Naquele dia 21 é sobre estas palavras que queria gerar uma discussão e muitas reflexões aos jovens presentes. Apesar de já não ser mais o dia 21, ainda acredito válido dizer tais palavras, ainda mais se forem capazes de impulsionar reflexões no interior de cada um, ainda mais se tais reflexões interiores se concretizarem em atitudes concretas de mudanças cotidianas pelo respeito, amor e paz, e ainda se tal depoimento for capaz de libertar mais e mais palavras que por nós deveriam ser ditas algum dia.

Não é preciso estar na Praça da Liberdade é preciso somente senti-la! Ah sim! Agora tenho Paz para começar a mudar, todo dia, para enxergar as injustiças, agir com amor.


Querem saber se hoje eu disse todas as palavras que naquele dia pretendia? Não disse, mas as outras são para uma jovem... Sim, a da vela!