Hoje realmente faço uma viagem e posso dizer que uma viagem tripla. No trajeto Viçosa-BH simultâneo à trajetória sobre "O debate em torno do Capital Social: uma revisão crítica" de Jawdat Abu-El-Haj. Antes de prosseguir, uma pequena parada em "Avatar".
Muitos assitimos este filme que emocionalmente apresenta como emoções e esperança podem mudar a trajetória de uma tendência que parece irreversível pelas relações de poder ali presentes.
Determinado grupo dotado de poder de coerção e que em um auto-julgamento se consideram superiores a um outro grupo, o qual desconhecem e pretendem explorar para atender a seus próprios interesses.
A fim de conhecer melhor o grupo que pretendem explorar e seus recursos valiosos, utilizam a estratégia de infiltração. Escolhem algumas pessoas para estudarem o grupo "inferior" para se inserirem no meio deles com o intuito de facilitar a manobra de exploração de um modo que os próprios seres não percebam que o que ocorre é uma exploração e convivam com isto de forma aceitável/alienada.
Acontece que os infiltradores após conhecerem os "inferiores" percebem características no convívio social, da relação com a natureza, da sustentabilidade de suas ações, o verdadeiro sentido da vida e em contraponto à vida que levam no grupo "superior" percebem quais os valores realmente importantes.
Os invasores conscientes das suas percepções até tentam alertar o grupo de "superiores" para mudarem a idéia que têm de exploração, mas tal meio está obsecado por riquezas materiais às quais a exploração irá proporcionar.
Esta história encontra-se num limite, momento de decisão e ação de ataque coercitivo ao grupo de inferiores. Os invasores, que conhecem e experimentaram os dois lados, optam, alimentados por suas percepções e emoções conscientes de qual o modo de vida é melhor, por defender os "inferiores" sábios agentes sociais/comunitários.
O final do filme,. que sob esta ótica, traz o sentimento de esperança, de que um dia, com muita luta e consciência, o sábio modo de viver em comunidades solidárias, associativas, participativas, engajadas, justas e igualitárias, irá vencer!
Saindo desta que foi a 3ª viagem, voltando à 2ª antes que acabe a 1ª, relaciono este filme com a citada leitura, que apresenta discusões provenientes de estudos e pesquisas, que traz resultados interessantes: em que a "sociedade forte, economia forte, sociedade forte, estado forte" é alcançada através das redes horizontais de engajamento cívico, frutos de uma cultura associativa, solidária, em parceria com um estado promotor de ações coletivas cívicas, espaços públicos para a participação política.
Visualizo alguns caminhos para a vitória! As sociedades engajadas, mesmo que pequenas, devem se manter organizadas, encorajar as demais comunidades a fazer o mesmo e conscientemente lutar pela participação política, principalmente no poder local, e utilizar da suas forças e inteligência para inserirem seus membros, junto com seus ideais mais coletivos nas demais esferas do Estado (UF's e União). Do mesmo modo, aqueles "invasores" que ja estão no Estado, a partir das diversas realidades, podem se encorajar a agir em função daquelas que percebem ser as comunidades mais justas e solidárias, e promover condições para que os espaços públicos existentes se tornem mais participativos e empoderados, promover condições para o engajamento cívico onde este ainda não está organizado e trabalhar para a eliminação das políticas e ações de Estado que minam o engajamento das comunidades.
Peço que deconsiderem erros quanto ao filme pois não sou um crítico de cinema. Peço que desconsiderem as inconsitências e uso equivocado das expressões da socioplogia política pois sou ainda um estudante em busca do aprimoramento. Mas Peço, mais ainda que os dois últimos pedidos que considerem sim toda emoção que possam ter sentido, referente ao modo de consciência social mais justo, solidário, e bonito, que possam ter sentido ao ler este texto e ao lembrar dos momentos, na sua vida em que isto foi sentido fortemente e vivido, e que por algum motivo tenha sido minimizado. Busque reviver o que de melhor a vida permite: o respeito, o amor, a convivência entre pessoas solidárias, justas cuja ambições não sobrepoêm interesses pessoais aos coletivos.
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